Primeiros Passos

As 3 Coisas que uma Empresa Pode Fazer na Internet

Nota: este artigo é o 2º da série “Primeiros Passos”, específica para estudantes e empresários com pouca experiência no mundo do Marketing Digital (tens aqui o 1º artigo). E, claro, pessoas que se considerem “pouco digitais” e queiram aprender. Aqui, são bem-vindos. Não discrimino. A menos sejam fãs de Justin Bieber. Nesse caso, “all bets are off.” 🙂

A Internet é vasta e o número de ferramentas ao teu dispor é ainda mais vasta. Por isso, interessa-nos ser práticos e fazer algo absolutamente genial: começar pelo início.

E o início é pensarmos em como inserir o teu projecto no mundo digital de uma forma simples.

E até é fácil. Porque a larga maioria das ferramentas digitais existem para nos servir das 3 formas que estão abaixo. Por isso, muito antes de nos perdermos dentro de apps e sites específicos, temos de perceber em qual (ou, nalguns casos, quais) destas coisas queremos trabalhar:

1 – Dar-nos a conhecer (ou Awareness)

Com a Internet (e tempo, criatividade e paciência), podemos apresentar uma marca desconhecida à sua audiência ideal.

Tudo começa com um “centro de operações” do teu projecto: um website próprio, um blog, ou até um perfil numa rede social. Pensa neste primeiro passo como a 1ª casa que se aluga: não precisa de ser perfeita e, se tudo correr bem, a próxima vai ter coisas que esta não tem. (já falei com o senhorio por causa das baratas)

Este “centro de operações” permite-te explicar o que fazes, quem é a tua equipa, onde te podem encontrar, etc. Ou seja, a informação básica que qualquer pessoa interessa quer ver.

A título de exemplo:

  • Comecei o meu projecto Heelbook… no Facebook
  • Este meu projecto começou aqui, no website afonsomalheiro.com

Numa segunda fase, podemos dar a conhecer algo mais específico do teu projecto, como as tuas competências e os teus produtos e serviços. Razão pela qual este artigo tem um #2 e um #3.

2 – Mostrarmos o que Valemos (ou Marketing de Conteúdos)

Montado o centro de operações, há que não cair numa armadilha, que é perfeita para leigos:

Não é por estares na Internet que os clientes vão automaticamente aparecer.

Isto não é como dizia o Paulo Futre:

Futre: "Vai vir charters"

A Internet é como qualquer outro mercado. Já lá existem pessoas e empresas a fazer o que tu queres fazer. Para colocares o teu projecto numa posição de sucesso, tens de dar provas do teu valor e mostrar que estás à altura dos teus concorrentes.

E atenção: não é dizer que somos bons. É mostrar. Eu posso dizer que marquei 3 golos em 15 minutos num jogo que ninguém viu… mas é muito mais credível – e causa muito mais impacto – se eu mostrar um vídeo em que marco os 3 golos em 15 minutos.

Isto é conseguido através de conteúdos que tu crias, como por exemplo:

  • Um blog/artigo em que resolves uma questão que o teu público-alvo tem (“Como Viajar pela Europa Sem Dar Cabo da Carteira”)
  • Um vídeo em que mostras o passo-a-passo de um bolo de chocolate magnífico, deixando claros os teus skills culinários
  • O testemunho de um cliente satisfeito
  • Um estudo de caso, onde é detalhada uma situação que a tua empresa resolveu (“Como Ajudámos esta Empresa a Motivar os seus Colaboradores”)

E podíamos estar aqui a ver exemplos durante muito tempo. A ideia fundamental é esta:

Cria algo cujo objectivo é a pessoa ter uma melhor opinião do teu projecto DEPOIS de ver/ler/ouvir esse conteúdo.

E… depois de no #1 termos informado que existimos e de no #2 termos passado a ideia de que sabemos o que estamos a fazer… só falta fazer dinheiro.

3 – Descobrirmos e Angariarmos Clientes

A Internet é também exímia para encontrar e cativar clientes, por dois grandes motivos:

1º Partilha, partilha, partilha

Com as redes sociais, tornou-se comum (para não dizer: a norma) partilhar conteúdos e ofertas de qualidade com amigos e contactos. É a versão digital do “word of mouth”. Quando um fã partilhar com os seus amigos um bom conteúdo teu, está a apresentar o teu projecto à sua rede de contactos, entre os quais tendem a estar mais pessoas do teu público-alvo.

Entre o bom conteúdo e a referência dada pelo amigo que já é fã, estas pessoas vão ficar imediatamente predispostas a gostar do teu projecto.

Se calhar, até fazem esta cara:

2º Publicidade com a precisão de um atirador furtivo

A publicidade digital pode ser altamente customizada. É possível apresentarmos anúncios apenas a pessoas com interesses muito específicos. E quando eu digo muito específicos, quero dizer:

  • Pessoas que googlaram “Motéis Porto Promoções”
  • Pessoas que gostaram de páginas relacionadas com Justin Bieber

Nos métodos de publicidade mais tradicionais, isto é impossível. Se passarmos um anúncio na rádio, é impossível falarmos apenas com pessoas interessadas em motéis no Porto ou no Justin Bieber. Ou, quem sabe, nas duas coisas ao mesmo tempo. Não estou aqui para julgar.

Com publicidade, conseguimos mais olhos nas nossas ofertas. Sobretudo para um projecto em fase de arranque, com poucos seguidores, ferramentas como Facebook Ads e Google AdWords podem fazer-nos saltar de uma audiência de 50 fãs para uma de 10.000 possíveis clientes. Ou seja:

Para concluirmos: estas ferramentas podem indicar-te o caminho certo mas é necessário, muito antes de se partir para as grandes aventuras digitais, sabermos onde queremos colocar a nossa energia (este artigo também te ajuda neste sentido). Respondendo a esta questão com uma das 3 formas aqui indicadas (ou conjugando mais que uma), será muito mais fácil para ti avançar para o passo seguinte.

Neste momento, destas 3, qual é a prioridade para o teu projecto?

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Afonso Malheiro escreve, fala e faz formação/consultoria de marketing digital. Fundou o Heelbook, elegido pela AgoraPulse como uma das Páginas de Facebook do Ano em 2014.

Obteve uma licenciatura pré-Bolonha em Gestão no Universidade Católica e uma pós-graduação em Marketing Digital no IPAM. E, aparentemente, fala sobre si próprio na terceira pessoa.

Copyright © 2016 Afonso Malheiro. Todos os infractores serão perseguidos por pitbulls, dobermans e rottweilers esfomeados que foram obrigados a ver o "Frozen" 100 vezes seguidas.

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